segunda-feira, 31 de maio de 2010

# 9

Outro que estava em falta!
Mostrei aqui um trabalho em curso, mas o resultado final não o cheguei a divulgar.
Deu muito trabalho, é verdade, mas depois valeu bem a pena.
Tanto que cá em casa ficámos com pena de o deixar ir...
Mas quando vi o "brum-brum" do Bernardo senti uma felicidade que nem se explica.
Quando se fazem coisa para pessoas que nos são queridas não há como ser diferente.
Engravidámos na mesma altura e discutimos medos, ansiedades e felicidades durante uma série de meses e quando a I nasceu, ainda não o sabia, mas o B tinha-se -lhe antecipado por 1 dia!
E desde então continuamos, cada uma do seu lado do computador, e tantas tão perto...
O B é um menino doce, cheio de caracóis. É doido por carros e já sabe usar o aspirador!
E se a I tem paixão pela máquina da louça ele é pela da roupa...
E este carrinho foi um desafio que a mãe me propôs e que fiz com muito carinho.

Que sejas sempre feliz, pequeno B.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Coisas boas - ou o "brinde" que valeu a pena


Calhou sexta-feira passada vermos publicitar este CD e sábado ao chegarmos a tabacaria afinal, só mesmo a "Caras" trazia o CD.
Confesso que é revista que não compro, se em casa de alguém a houver e estiver mesmo ao meu lado, geralmente acabo por a folhear, mas passo bem sem ela.
Mesmo no cabeleireiro, às vezes só a folheio para não lhe fazer a desfeita - é que vai sempre buscá-la de propósito!
Mas, mesmo achando que talvez não valesse a pena e ainda por cima, já pegou ,definitivamente, a moda dos brindes serem pagos, cedi e comprei
Posso assegurar que ainda não vi a revista, mas o CD tem-se fartado de tocar!
São 15 canções cantadas por crianças com vozes normais e músicas que fazem parte da minha memória (embora a nossa versão do "cavalo" seja diferente, e vá-se lá saber qual a mais acertada...)

Esta é a 7ª:

“Era uma vez um rei
Com uma grande barriguinha
Comia, comia
E mais fome tinha.

Bom dia, Sr, Rei!
Como passa Vossa Alteza?!...
Se continua a comer tanto
Vai rebentar com certeza".
Isto dizia o bobo,
No meio de uma palhaçada
Mas o rei continuava
Como se não fosse nada.

Bom dia, Sr, Rei!
Viva a Vossa Majestade!
Depois de tanto comer
Como é que ainda tem vontade?
Isto dizia a Rainha
Meia triste, meia zangada,
Mas o rei continuava
Como se não fosse nada.

Bom dia, Sr, Rei!
Vossa Alteza é o maior,
Um rei deve ser grande
Se for gordo ainda é melhor.
Isto dizia o cozinheiro
Olhando o rei de alto a baixo,
O rei que coma, que coma
Quero lá perder o tacho.

Bom dia, Sr, Rei!
Faz Vossa Alteza muito bem
Os reis são feitos para comer
Para beber e dormir também.
Isto dizia o conselheiro
Esfregando as mãos de contente
O rei que coma, que coma
Enquanto eu sou o Regente.

E para final desta história
Já com tanto que contar,
Vamos dizer-lhe amiguinhos,
Como o rei se passou a chamar
Sua Alteza de tanto comer,
Já só andava à cambalhota,
O povo chamou-lhe então
O não sei quê, é o "Rei bolota".”

José Barata Moura – Era uma vez um rei

quarta-feira, 26 de maio de 2010

# 8





Este Trombinhas nasceu em Fevereiro e já o devia ter mostrado.
Não é Justo que o pequenino Nolan já tenha 3 mesinhos e só agora aqui mostre o seu bonequinho...
Com uma galinha - poulet - surpresa, seguiu para o "país das cegonhas".
Que sejas sempre feliz. *

* Que vous soyez toujours heureux

sexta-feira, 21 de maio de 2010

sem título!

Vinha mesmo com ideia de escrever, mas em vez disso fui ler toda uma série de gente, tirei medidas para acabar a túnica que estou a fazer à cachopa e findo este tempo, perdi a vontade de escrever - ainda por cima tenho o cérebro repleto das boas histórias dos outros - e tenho de a ir acordar para nos enfiarmos as duas na banheira!
Hoje, em vez de fazer almoço de jeito, vou cozer ovos e abrir uma lata de feijão e vou gastar o resto da manhã a chafurdar a casa de banho a duas!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A primeira frase composta

Papá acabou!

assim que o pai desligou a água do banho.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

...

Às vezes fazes-me sentir que tenho um colo king-size, tais são as voltas que dás nele até adormeceres.

Ontem derreti-me!
Puxou por mim, agarrando-me no pescoço num abraço forte, até me curvar toda encostada a Ela e ficou assim ainda um bom bocado...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Destes dias

Destes dias há também que deixar por escrito, para que a memória não o apague que ela está cada vez mais esperta e a transformar-se, rapidamente, num macaquinho de imitação!
É verdade que é a imitar que se aprende. É assim com os animais, os outros, e com as pessoas e é giro vê-lo nela!
Já há vários meses que me acompanha no ritual do deitar comendo uma bolachinha enquanto bebo um leite ou chá e há algum tempo que tenta, sem que lhe deixe (temendo o pior), fazer o que ontem conseguiu: enfiar a mão na minha caneca de modo a molhar a bolacha antes de a levar à boca!
Sim, ainda sou criança na hora de deitar e molho bolachas no chá ou no leite antes de as comer e ontem ela deve ter-se sentido crescida...

Também já vai lavando os dentes, com o movimento certo, em vez de apenas chupar a pasta e toda a água para de seguida morder a escova, já sobe cadeiras e fica feliz por alcançar a taça com a fruta que tira uma a uma e "ão" quer dizer leão!

(por favor memória, não te gastes com coisas sem importância... fixa antes todos estes pequenos momentos que vão sempre fazer a diferença. obrigada)

Destes dias

Destes dias não posso deixar em claro que o Papa veio a Portugal e hoje até há tolerância de ponte
Só duvido é que a maioria daqueles que não vão trabalhar optem por ficar pregados a sua visita, mas adiante, que é uma coisa única e rara e tudo mais.
E não desdenho, mas custa-me ver o gasto que estes dias envolvem, principalmente estando a situação económica do país com está, mas também reconheço que mito do dinheiro vem de bolsos de particulares, gentes movidas a fé.
E fico feliz por quem consegue encher a alma dessa espiritualidade, que o que é preciso é que ela - a alma - se encha.
A mim, o sorriso ou um abraço da minha filha fazem milagres!...

Destes dias

Gosto de manhãs!
Se há uns anos me perguntassem se alguma vez gostaria de manhãs, seria peremptória num não assertivo.
Onde já se viu gostar e manhãs? Perder a oportunidade de ficar refastelada na cama a dormir ou mesmo a fazer nenhum?...
Mas agora gosto.
Mas gosto destas manhãs!
Da calma e da quietude e principalmente das manhãs assim, como a de hoje, em que esqueci a tábua e o ferro, a máquina já acabou, o céu está num azul límpido e lá ao fundo, por cima do telhado vermelho e enquadrado entre duas árvores, aquele azul carregado e escuro do mar a estas horas, naquela linha tão definida e que durante meses se confunde nos mais variados tons de cinzento que por vezes parecem ser as únicas cores existente e o silêncio...
Este silêncio que me deixa ouvir a ventoinha do computador, o plêck do cair de cada minuto do relógio, o correr da água do aquário, o galo que canta ao longe, um cão, pássaros e às vezes os vizinhos nas escadas e um ou outro carro na rua.
O monitor mostra-me que ela dorme (está de papo para o ar e pescoço esticado e neste preciso momento virou-se de barriga para baixo!)
Gosto!

terça-feira, 11 de maio de 2010

(...)

Vou dizer isto baixinho, muito baixinho a ver se ninguém nos ouve, mas tenho de o dizer, porque às vezes o cor-de-rosa é bem sujinho e os sorrisos dão lugar a coisas não tão bonitas assim.

Detesto quando me zango com ela.
Detesto que seja, sequer, possível zangar-me com ela.
Detesto a minha incapacidade para lidar com certas fitas, principalmente sobre coisas que não há hipótese de serem negociadas e que se repetem diáriamente.
E detesto que ela saiba que está a fazer asneira, que o demonstre e mesmo assim continue, num esticar de corda que sei não poder tornar elástica.
E detesto ficar tão voltada do avesso que a adormeça sem lhe dizer que está tudo bem.

Agora vou ali beber um chá para limpar a alma e ver fotografias para que encha.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Da linguagem

Lembro-me de ficar espantada com as minhas primas e a capacidade de, todas elas, perceberem as suas pequenas crias, naqueles seus dialectos demasiado parecidos a guinchos e grunhidos e gestos feitos ao acaso.
Pensava eu, na altura, feitos ao acaso!
Hoje dou por mim fluente na linguagem da minha amostra de gente.
Uma linguagem em todo igual à daqueles primos, cada vez mais crescidos!...
Para nós abrir a boca e falar é tão simples quanto respirar, desde que não estejamos afónicos, claro!
Mas para eles que ainda o estão a aprender não parece assim tão simples.
Ainda por cima, existe aquele desajuste temporal entre o perceber tudo, e por tudo entenda-se palavras - sejam elas de coisas, acções ou emoções - ou mesmo expressões que nos saem, mais depressa do que pensamos.
E esse desajuste é então colmatado pelos gestos
E nela, desde muito cedo que lhe apercebe-mos dessa vontade de comunicar pelos gestos e aquilo que parece tão diferente, para quem a observa todos os dias e a vê "criar" essa linguagem desde o momento zero, é tão claro como a água.
Por exemplo, sei perfeitamente que o gesto de levar os dedos, juntos numa determinada forma, à testa é diferente de levar um só dedo ou a mão em chapa ao mesmo sítio.
No primeiro ela refere-se a óculos e no segundo está apenas a dizer testa!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O pior da preguiça ou, no caso, doutras coisas a fazer, é que quando não se escreve numa base de regularidade torna-se mais difícil voltar.
É como o trabalho acumulado sob a forma de papeis, em monte - claro - em vez de reduzir a pilha só aumenta!
Tal como eu
Tenho posts em atraso e deixo-os ficar em draft na minha cabeça, que agora vou ver dela...