sexta-feira, 27 de maio de 2011

Vai ser desta

Pela certa que sim.
Vai ser este ano que vou acabar devorada, comida viva por todas aquelas criaturas minúsculas, seja com asas ou com 8 patas...
Mordem-me, mesmo por baixo da roupa!!!!

O despertar do "monstro"...

Ontem ao jantar, estica o braço ao pai e pede, num tom bastante altivo: dá-me dinheiro!
Não sei onde terá ido buscar tal ideia, mas no fim do jantar ganhou 2 moedas para o mealheiro!
E qual é a melhor coisa dos mealheiros?... colocar lá a moeda para logo o abrir e tudo despejar, para logo em seguida colocar e repetir a operação vezes sem conta!

Já durante o dia, pede para fazer cocó e chama dizendo: já fiz, agora quero chocolate!
O pior foi ao se levantar e a sanita testemunhar contra ela!
- acho que foi só um pum maior...
-então ainda vou fazer mais. vai embora!


Respondendo à vossa dúvida, não! Não tem fortuna nenhuma.
Aliás, as moedas são todas das escurinhas, que para rebolarem para baixo dos moveis é preferível que assim seja! ;)
E não. Também acabou por não fazer o cocó. E puns não valem chocolate na nossa combinação!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Às vezes bloqueio

Às vezes, pura e simplesmente, bloqueio.
Bloqueio - ponto!
Nada desenvolve e fico ali, estacionada, não se sabe bem onde, presa a não sei o quê.
Pode ser uma má noite, um "flash", uma dor no sobrolho, ou uma qualquer coisa... e fico.
E nesses dias preciso de metas concretas, como arranjar o vestido dela, para conseguir seguir em frente, para desviar o pensamento, para andar.
E lá vai ela, e o ar entra e sai, e o tempo não para.
ontem sonhei com o meu pai e ante-ontem teriam feito anos de casados
há já uns anos, cada vez mais largos, que as nossas vidas são completamente diferentes...

E ela teria gostado dele e ele seria louco por ela...

E ela tem dois anos e oito meses e já sabe para que serve o ecoponto!
"o vede é para as garrafas. o azul é para o... (e começa a dizer papel, como que a perguntar se é mesmo isso. sim, filhota. é) e o amaelo é para os sacos!!!!"

terça-feira, 17 de maio de 2011

(...)

Ando com um nó no estômago e outro no coração...
... chamam-se "jardim escola"...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Os indesejados

Não percebo porque é que há coisas que continuam a entrar cá em casa sem serem convidadas.
Continuamente, ora umas ora outras, mais uma invasão de propriedade alheia!
Ele são aranhas gordas, melgas, moscas, alergénios, e mais recentemente uma constipação a 3!
E claro, como não podia deixar de ser, cada um a seu tempo!...
Arre, façam o favor de, mesmo que as janelas estejam abertas, se deixem ficar onde estão
E sim, lá porque a porta se abre, não se atrevam.
Nada de ficar à espreita á espera da primeira oportunidade, seus abusadores.

Aqui em casa, só com convite.
Obrigada!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

"flexibilização de horário de trabalho"

Por estes dias foi lançado o repto: para "part-time lovers", para aqueles que acreditam num mercado de trabalho mais flexivel, para que se unissem e falassem sobre o assunto.

Pois aqui está algo em que acredito, e até já acreditava e aspirava, bem antes de ter pensado em filhos!
Mas eu tenho, ou tinha, uma profissão daquelas em que o contacto com o público é muito reduzido, ficando-se por reuniões ocasionais e trocas de ideias com clientes, patrões, outros colaboradores e, ou, entidades envolvidas.
De modo que o essencial, a certa altura, se resume a um computador e quanto muito o telefone.
Ora esse é o tipo de trabalho que se faz bem é quando a pessoa está para aí virada.
E tive, muitas vezes, a sensação que se pudesse sair do escritório, ir espairecer um bocado ou mesmo levar o trabalho para casa que as coisas avançariam, mas como isso é um absurdo, o trabalhador fica confinado ao seu escritório, mas em vez de trabalhar ele passeia-se pela net, faz uns joguinhos ou outra qualquer coisa até que se consiga concentrar.
E o patrão pagou horas de lazer, em vez de trabalho!
Pois é aqui que tudo reside: para a entidade patronal o tempo é que é de ouro, o tempo efectivo no local de trabalho, em vez de objectivos cumpridos.
Quantas vezes não apelei ao tele-trabalho? Mais ainda que a um part-time?
Quantas vezes não invejei as realidades como a da Noruega? (ver aqui)
Porque isso sim é o que parece mais saudável.
Felizmente sempre tive patrões compreensivos, que dentro do razoável permitiam-me uma certa flexibilização no horário: compensava mais uma hora por dia, por uma, ocasional, tarde de sexta feira sem trabalhar, por exemplo.
Mas depois engravidei e graças ao mais que tudo que temos por cá - leia-se o meu homem - tive a oportunidade de ficar a trabalhar em casa e foi o melhor que nos pode acontecer.
O trabalho ia-se fazendo entre uma pausa para colocar a máquina a lavar, o fazer do almoço ou até a caminhada da tarde, mas fazia-se e fazia-se bem!
E só de imaginar aqueles momentos de sono extremo em que o sofá era mesmo a única hipótese viável a acontecerem num escritório...
E depois nasceu a minha filhota, fiquei mesmo em casa e (ou)... acabei esquecida!
(mas isso já é outra história...)

Para quem estiver interessado no tema, recomendo a leitura deste blog: http://revolucionarparaflexibilizar.blogspot.com , onde se reúnem várias opiniões sobre o assunto.
Porque o trabalho devia ser, muito mais, um meio, do que uma prioridade!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ontem...

Ontem poderia ter sido dia de festa, em vez disso aconteceu um vazio
Um grande vazio que nada nunca preencherá
Terei sempre pena da minha filha nunca vir a conhecer o avô...

Parabéns Pai!