sexta-feira, 20 de maio de 2011

Às vezes bloqueio

Às vezes, pura e simplesmente, bloqueio.
Bloqueio - ponto!
Nada desenvolve e fico ali, estacionada, não se sabe bem onde, presa a não sei o quê.
Pode ser uma má noite, um "flash", uma dor no sobrolho, ou uma qualquer coisa... e fico.
E nesses dias preciso de metas concretas, como arranjar o vestido dela, para conseguir seguir em frente, para desviar o pensamento, para andar.
E lá vai ela, e o ar entra e sai, e o tempo não para.
ontem sonhei com o meu pai e ante-ontem teriam feito anos de casados
há já uns anos, cada vez mais largos, que as nossas vidas são completamente diferentes...

E ela teria gostado dele e ele seria louco por ela...

E ela tem dois anos e oito meses e já sabe para que serve o ecoponto!
"o vede é para as garrafas. o azul é para o... (e começa a dizer papel, como que a perguntar se é mesmo isso. sim, filhota. é) e o amaelo é para os sacos!!!!"

terça-feira, 17 de maio de 2011

(...)

Ando com um nó no estômago e outro no coração...
... chamam-se "jardim escola"...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Os indesejados

Não percebo porque é que há coisas que continuam a entrar cá em casa sem serem convidadas.
Continuamente, ora umas ora outras, mais uma invasão de propriedade alheia!
Ele são aranhas gordas, melgas, moscas, alergénios, e mais recentemente uma constipação a 3!
E claro, como não podia deixar de ser, cada um a seu tempo!...
Arre, façam o favor de, mesmo que as janelas estejam abertas, se deixem ficar onde estão
E sim, lá porque a porta se abre, não se atrevam.
Nada de ficar à espreita á espera da primeira oportunidade, seus abusadores.

Aqui em casa, só com convite.
Obrigada!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

"flexibilização de horário de trabalho"

Por estes dias foi lançado o repto: para "part-time lovers", para aqueles que acreditam num mercado de trabalho mais flexivel, para que se unissem e falassem sobre o assunto.

Pois aqui está algo em que acredito, e até já acreditava e aspirava, bem antes de ter pensado em filhos!
Mas eu tenho, ou tinha, uma profissão daquelas em que o contacto com o público é muito reduzido, ficando-se por reuniões ocasionais e trocas de ideias com clientes, patrões, outros colaboradores e, ou, entidades envolvidas.
De modo que o essencial, a certa altura, se resume a um computador e quanto muito o telefone.
Ora esse é o tipo de trabalho que se faz bem é quando a pessoa está para aí virada.
E tive, muitas vezes, a sensação que se pudesse sair do escritório, ir espairecer um bocado ou mesmo levar o trabalho para casa que as coisas avançariam, mas como isso é um absurdo, o trabalhador fica confinado ao seu escritório, mas em vez de trabalhar ele passeia-se pela net, faz uns joguinhos ou outra qualquer coisa até que se consiga concentrar.
E o patrão pagou horas de lazer, em vez de trabalho!
Pois é aqui que tudo reside: para a entidade patronal o tempo é que é de ouro, o tempo efectivo no local de trabalho, em vez de objectivos cumpridos.
Quantas vezes não apelei ao tele-trabalho? Mais ainda que a um part-time?
Quantas vezes não invejei as realidades como a da Noruega? (ver aqui)
Porque isso sim é o que parece mais saudável.
Felizmente sempre tive patrões compreensivos, que dentro do razoável permitiam-me uma certa flexibilização no horário: compensava mais uma hora por dia, por uma, ocasional, tarde de sexta feira sem trabalhar, por exemplo.
Mas depois engravidei e graças ao mais que tudo que temos por cá - leia-se o meu homem - tive a oportunidade de ficar a trabalhar em casa e foi o melhor que nos pode acontecer.
O trabalho ia-se fazendo entre uma pausa para colocar a máquina a lavar, o fazer do almoço ou até a caminhada da tarde, mas fazia-se e fazia-se bem!
E só de imaginar aqueles momentos de sono extremo em que o sofá era mesmo a única hipótese viável a acontecerem num escritório...
E depois nasceu a minha filhota, fiquei mesmo em casa e (ou)... acabei esquecida!
(mas isso já é outra história...)

Para quem estiver interessado no tema, recomendo a leitura deste blog: http://revolucionarparaflexibilizar.blogspot.com , onde se reúnem várias opiniões sobre o assunto.
Porque o trabalho devia ser, muito mais, um meio, do que uma prioridade!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ontem...

Ontem poderia ter sido dia de festa, em vez disso aconteceu um vazio
Um grande vazio que nada nunca preencherá
Terei sempre pena da minha filha nunca vir a conhecer o avô...

Parabéns Pai!

terça-feira, 19 de abril de 2011

"ocupado!"

Serve o presente apenas para comunicar o inicio dessa nova saga fase, equiparada, talvez, ao ganho de mobilidade, ao comer sozinha, ou mesmo o falar...

O D-E-S-F-R-A-L-D-E !

Mais considerações seguir-se-ão quando a mãe ganhar coragem para tal. Obrigada!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

"Coitados dos Homens" **

que sei eu, que estou há 4 anos em pleno no papel da Anita Mamã ?
Pois, também eu estou neste papel de "Anita Mamã", daí que os pratos nesta balança dancem uma música algo mais alternativa, mais fora do sistema, mas nem por isso fora do baralho.
Sim, porque a minha avó também encarnava o papel de Gata Borralheira cruzada de Anita Mamã e o meu avô era em tudo diferente do Pai cá de casa.
Se o meu avô chegava a casa e se lhe apetecia alguma coisa que não o que a minha avó tinha programado, não se coibia de o manifestar, alterando vezes sem conta os planos dela.
Já o Pai cá de casa é capaz de chegar ali a tocar as 8 da noite e ao ver a minha cara de cheia, cara de fora de mim, aquela cara de quem passou um dia ou, vá lá, uma tarde de fitas e birras que a paciência não soube levar, e o fogão ainda desligado, chega a ser capaz de pegar nos tachos e improvisar uma qualquer "bodanga" (aka mistela de algo, que já se tornou num dos pratos mais aclamados por cá, principalmente quando acompanhados de massa).
O Pai cá de casa, ainda antes de ser pai, já manuseava um aspirador e um swifer na perfeição, perfeitamente capaz de limpar uma casa de banho ou um fogão sujo até "às paredes"! Mesmo que, às vezes, para tal tivesse de ser encaminhado.
E quando a aqui a Je se viu com sentença de repouso por causa de um descolamento de placenta, o recém pré-pai virou homem trabalhador e homem doméstico, já que a única coisa que eu fazia por aqueles dias era o almoço, escolhia os lençóis e ajudava a escolher a roupa que ele punha a lavar.
Ele só não conseguiu domesticar o ferro, ou será ao contrário?!... Esse só mesmo com peças lisas e com muito tempo e cuidado
No fundo o Pai cá de casa resume-se na frase que a mãe por várias vezes diz: Tu saíste-te muito bem! Mas, realmente, não foi graças a mim.
E sim Gralha, os abraços e beijos dados à mãe às vezes custam-lhe muito. Até o preferir a mãe quando cai, consegue doer como se de uma ferida se tratasse.

Por isso Mãe que capotou, o Pai cá de casa é dos que ajuda, dos que divide tarefas, dos que têm tarefas exclusivas com ela, dos que brincam no chão quando lhes apetece mas é esticar no sofá, dos que pedincham beijos e ficam felizes por ser ela a atender o telefone, dos que se levantavam a fazer o leitinho que ela nunca se ficava só com a maminha...
Mesmo que às vezes desligue, mesmo que até me queixe, zangue e barafuste, a verdade é que é um Pai à maneira!

** O mote deste post: este artigo e uma perguntinha num certo blog
Mais reflexões:
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