terça-feira, 23 de novembro de 2010

Pode parecer que é todos os dias, mas não posso deixar passar que já conta até 10!
E mais uma vez foi surpresa à refeição, começou a contar as colheradas que metia à boca!
Depois do dez ficou à espera que eu continuasse!
Também já pede o garfo...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

a crescer...

Ela pode ainda não conversar direito, pode não fazer frases complexas, mas já conversa connosco, já fala ao telefone, se bem que aponta o telefone para mostrar as coisas e ainda diz muita coisa em "código".
Mas sabe o alfabeto todo, algumas letras minúsculas também já conhece e na segunda feira surpreendeu-nos durante o jantar a contar os dedinhos dela: um, dua, tês, quaco, quinco!!!!
E sorriu envergonhada com o feito e a nossa festa!
E sabado aprendeu os nossos nomes e decidiu que é uma boa forma de nos chamar
Assim, quando o pai chega a casa faz uma festa e chama-o: P'elo!!!
E volta e meia anda umaamostra de gente a chamar pela Chufia!
É só orgulho e baba!

Para mais tarde recordar

Às vezes deixo isto maio ao abandono, movida pela preguiça de escrever.
Mas há sempre coisas a passar e acontecer que não quero esquecer
Como no fim-de-semana de dia 6.
Fomos à minha mãe, porque foi a inauguração da exposição da obra da minha avó e toda, ou quase, família se juntou.
Havia quem nunca tivesse estado com a I, tal como nós ainda não tínhamos estado com a Matilde...
Claro que a I estranhou tanta gente junta, tanta gente a querer beijinhos, foi de tal forma, que nem queria ir ter com os restantes pequeninos - era só colo!
Foi ao colo que viu a minha prima tocar, mais as colegas e desde então que imita o tocar do violino e diz que é como a Moka.
Mas foi ao jantar que se destacou
Comeu bem e como lhe levei lápis ficou entretida a pintar, e pintava com quem chegava perto e delicadamente se ia metendo
Mas a certa altura chega um tio meu que decidiu provocá-la
Ela pintava e ele rabiscava com furia na folha do lado
Ela dizia que não, mas ele insistia
E chateou-a tanto que a certa altura ela dizia "não. adeu. adeu." "adeu" a berrar e empurrava-o
Nunca tinha mandado ninguém embora assim!
Mais tarde, os pequenitos brincavam, e ela não queria sair do colo.
Assim que acabaram com as brincadeiras de tolices e saltos e pisa pés(!!!), quis descer e sentou-se ao lado de 2 primas a brincar com bonecas :)
A minha pequenina não é muito dada a lavarintos!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ter um filho é querer os brinquedos dele

Pois é.
Por vezes dou por mim encantada com algo que encontro sem saber muito bem como, e a desejar comprar para ela, quando, na realidade, seria mais comprar para mim!
O meu irmão teve um jogo de construções assim. Lembro-me destes encaixes, era uma casa, também, e as peças para telhado eram mais escuras... E fez os nossos encantos!
Posso dizer que quero?... posso?...
encontrado aqui!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

às 6 e meia da manhã

Às 6 e meia da manhã, meia hora depois de ter sido acordada com um chamar, gostava de saber ser e continuar paciente e com a ternura que sei que ela esperaria...
Mas é sempre nessa altura em que falha!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Agora

Agora pede-me histórias ao adormecer!
Mas não são histórias quaisquer, ou um ou outro qualquer livro de que me lembre.
Consistente com o seu "cama não. oó não" a história tem de ser do personagem que lhe apetecer, recorrente-mente o leão, mas já foi o caracol, e tem de ser até que adormeça
Leve isso o tempo que levar
Agora digam-me, como se intentam histórias "esticáveis" ao quase infinito?...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ontem...

Ontem foi um dia de muitas coisas, desde aniversários a novidades, mas aquilo que mais me marca foi o nunca mais do trabalho da minha mãe. Daquele trabalho, pelo menos.
Porque é daquele trabalho que me lembro e é daquele trabalho que sinto a estranha sensação de vazio, pela ideia de que nunca mais subirei aquelas escadas...
Cresci a ir visitá-la, a telefonar para lá
Inclusive é um dos últimos números de telefone que sei de cor...
Lembro-me de comer iogurte com bolacha maria migada, sentada numa das secretárias.
De me sentar às velhas máquinas de escrever, com o taque taque taque tão característico, quando ainda não sabia sequer escrever...
Lembro-me de fins de tarde de inverno e fazer desenhos nos cadeirões do fundo do corredor
De estranhar a existência de uma banheira na "sala de arquivo/ copa", como se aquele edifício nunca tivesse sido uma casa senhorial e sempre tivesse sido o "trabalho da minha mãe"
Teve colegas que saíram e chefes que mudaram...
E um cofre enorme preto que nunca vi por dentro. uma relíquia que julgo ter existido apenas como decoração
Lembro-me do rádio sempre a tocar baixinho
E da casa de banho... de espreitar por aquela janela para o pátio existente, o autoclismo lá tão alto e a divisória vermelha de vidrinhos pintados!
Tenho uma ideia de cheiro...
É estranho, mas custa-me esta ideia de nunca mais, mas é que há lugares que mesmo não sendo nossos fazem parte de nós, porque crescemos neles e enraizaram-se em nós na quantidade de memórias que lhes estão associadas...
Hoje, respiro um pouco mais nostálgica...