terça-feira, 16 de novembro de 2010

ter um filho é querer os brinquedos dele

Pois é.
Por vezes dou por mim encantada com algo que encontro sem saber muito bem como, e a desejar comprar para ela, quando, na realidade, seria mais comprar para mim!
O meu irmão teve um jogo de construções assim. Lembro-me destes encaixes, era uma casa, também, e as peças para telhado eram mais escuras... E fez os nossos encantos!
Posso dizer que quero?... posso?...
encontrado aqui!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

às 6 e meia da manhã

Às 6 e meia da manhã, meia hora depois de ter sido acordada com um chamar, gostava de saber ser e continuar paciente e com a ternura que sei que ela esperaria...
Mas é sempre nessa altura em que falha!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Agora

Agora pede-me histórias ao adormecer!
Mas não são histórias quaisquer, ou um ou outro qualquer livro de que me lembre.
Consistente com o seu "cama não. oó não" a história tem de ser do personagem que lhe apetecer, recorrente-mente o leão, mas já foi o caracol, e tem de ser até que adormeça
Leve isso o tempo que levar
Agora digam-me, como se intentam histórias "esticáveis" ao quase infinito?...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ontem...

Ontem foi um dia de muitas coisas, desde aniversários a novidades, mas aquilo que mais me marca foi o nunca mais do trabalho da minha mãe. Daquele trabalho, pelo menos.
Porque é daquele trabalho que me lembro e é daquele trabalho que sinto a estranha sensação de vazio, pela ideia de que nunca mais subirei aquelas escadas...
Cresci a ir visitá-la, a telefonar para lá
Inclusive é um dos últimos números de telefone que sei de cor...
Lembro-me de comer iogurte com bolacha maria migada, sentada numa das secretárias.
De me sentar às velhas máquinas de escrever, com o taque taque taque tão característico, quando ainda não sabia sequer escrever...
Lembro-me de fins de tarde de inverno e fazer desenhos nos cadeirões do fundo do corredor
De estranhar a existência de uma banheira na "sala de arquivo/ copa", como se aquele edifício nunca tivesse sido uma casa senhorial e sempre tivesse sido o "trabalho da minha mãe"
Teve colegas que saíram e chefes que mudaram...
E um cofre enorme preto que nunca vi por dentro. uma relíquia que julgo ter existido apenas como decoração
Lembro-me do rádio sempre a tocar baixinho
E da casa de banho... de espreitar por aquela janela para o pátio existente, o autoclismo lá tão alto e a divisória vermelha de vidrinhos pintados!
Tenho uma ideia de cheiro...
É estranho, mas custa-me esta ideia de nunca mais, mas é que há lugares que mesmo não sendo nossos fazem parte de nós, porque crescemos neles e enraizaram-se em nós na quantidade de memórias que lhes estão associadas...
Hoje, respiro um pouco mais nostálgica...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eu gosto muito do google!

Hoje comemoram-se os 50 anos dos Flintstones!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mais letras e palavrinhas

Entretanto aprendeu o T, o B e o X que era conhecido como K, deixou ontem de o ser!!!
O M, como não o sabe dizer, é acompanhado por um sacudir do ar, sinónimo de mosca. Isto porque no jogo das letras dela o M vem acompanhado de um desenho de uma mosca e a doida da mãe cada vez que dá com uma a sacode até que desapareça...
E quando apanha o G solta sempre um "miau", porque o mesmo corresponde ao cartão do gato!
E já vai vendo as horas no relógio digital do quarto!
Sim.
O 3 é um E, o 0 é o O e o 7 e o 1 é um 1, o único número que sabe, pois então!!!

E já canta outra!
"dôda, dôda, dôda" e a mãe canta o resto) andam as galinhas
Tra lá lá, lá lá o resto
"pica, pica pica" (e a mãe o resto) para fazer o ninho
E tudo com a respectiva coreografia, mas esta já desde o ano e meio, mais coisa menos coisa!

Cresce todos os dias!...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ontem

Há passeios que são mais ricos que outros e ontem foi um deles.
É certo e sabido que os fins de tarde agradáveis são propícios a passeios e aqui, no meio de um quase campo se encontra de tudo e é bom repararmos nessas pequenas coisas.
Ora então começamos por encontrar um gato num canteiro do prédio vizinho. Preparava-se para uma sesta, impávido à nossa presença a cusquice!
Seguimos e demos com o cão a comer. Por vontade dela ficávamos por ali, mas eu tenho muito respeitinho a cães a comer e demos-lhe espaço.
Depois procurámos as lagartixas, mas essas já devem andar à procura de um buraco quentinho onde se enfiar, já que é cada vez mais difícil encontrá-las, mas no lugar delas aparecem agora os caracóis.
E são tantos que ela já os procura em cada buraqunho do lancil.
Deve ser giro o que cada pessoa que passa por nós de carro deve pensar: que farão aquelas duas ali de cócoras a olhar para a terra?...
Alheios às formigas que transportar pedaços de comida maiores que elas e aos caracóis que só por si ocupariam a palma da sua mão, cada vez menos pequenina...
E quando noutro terreno nos deparamos com o cavalo do costume acabamos por ter a surpresa das surpresas!
Já é costume ela o chamar, curiosa de tudo o que lhe diz respeito.
Repara nas orelhas que mexem, nos olhos pestanudos, nos buracos do nariz e nos "pés" Às vezes levantados.
"Cá. Cá. Cá", que é como quem diz, vem cá, com a sua mão para lá da rede.
E com o dedito, cada vez mais sujo da rede, vai tocando cada parte do corpo, fazendo a correspondência do cavalo para ela
E ele ia relinchando e ia-se mexendo e eu jurava que estava mesmo a prestar-nos atenção.
E assim que mexo no saco para tirar um toalhete, eis que em 3 passos largos se chega à rede!
E assim, mesmo junto a nós toda aquela imponência de animal!
Caro que nos assustamos! Eu da surpresa, ela disso e de muito mais, pareceu-me!
O mais engraçado foi descer a rua e ele acompanhar-nos com a cabeça e olhos...
Esta foi a foto que tirei quando os vi lá por primeira vez, há um ano. O que veio ter connosco foi o branco!