quinta-feira, 13 de maio de 2010

Destes dias

Destes dias não posso deixar em claro que o Papa veio a Portugal e hoje até há tolerância de ponte
Só duvido é que a maioria daqueles que não vão trabalhar optem por ficar pregados a sua visita, mas adiante, que é uma coisa única e rara e tudo mais.
E não desdenho, mas custa-me ver o gasto que estes dias envolvem, principalmente estando a situação económica do país com está, mas também reconheço que mito do dinheiro vem de bolsos de particulares, gentes movidas a fé.
E fico feliz por quem consegue encher a alma dessa espiritualidade, que o que é preciso é que ela - a alma - se encha.
A mim, o sorriso ou um abraço da minha filha fazem milagres!...

Destes dias

Gosto de manhãs!
Se há uns anos me perguntassem se alguma vez gostaria de manhãs, seria peremptória num não assertivo.
Onde já se viu gostar e manhãs? Perder a oportunidade de ficar refastelada na cama a dormir ou mesmo a fazer nenhum?...
Mas agora gosto.
Mas gosto destas manhãs!
Da calma e da quietude e principalmente das manhãs assim, como a de hoje, em que esqueci a tábua e o ferro, a máquina já acabou, o céu está num azul límpido e lá ao fundo, por cima do telhado vermelho e enquadrado entre duas árvores, aquele azul carregado e escuro do mar a estas horas, naquela linha tão definida e que durante meses se confunde nos mais variados tons de cinzento que por vezes parecem ser as únicas cores existente e o silêncio...
Este silêncio que me deixa ouvir a ventoinha do computador, o plêck do cair de cada minuto do relógio, o correr da água do aquário, o galo que canta ao longe, um cão, pássaros e às vezes os vizinhos nas escadas e um ou outro carro na rua.
O monitor mostra-me que ela dorme (está de papo para o ar e pescoço esticado e neste preciso momento virou-se de barriga para baixo!)
Gosto!

terça-feira, 11 de maio de 2010

(...)

Vou dizer isto baixinho, muito baixinho a ver se ninguém nos ouve, mas tenho de o dizer, porque às vezes o cor-de-rosa é bem sujinho e os sorrisos dão lugar a coisas não tão bonitas assim.

Detesto quando me zango com ela.
Detesto que seja, sequer, possível zangar-me com ela.
Detesto a minha incapacidade para lidar com certas fitas, principalmente sobre coisas que não há hipótese de serem negociadas e que se repetem diáriamente.
E detesto que ela saiba que está a fazer asneira, que o demonstre e mesmo assim continue, num esticar de corda que sei não poder tornar elástica.
E detesto ficar tão voltada do avesso que a adormeça sem lhe dizer que está tudo bem.

Agora vou ali beber um chá para limpar a alma e ver fotografias para que encha.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Da linguagem

Lembro-me de ficar espantada com as minhas primas e a capacidade de, todas elas, perceberem as suas pequenas crias, naqueles seus dialectos demasiado parecidos a guinchos e grunhidos e gestos feitos ao acaso.
Pensava eu, na altura, feitos ao acaso!
Hoje dou por mim fluente na linguagem da minha amostra de gente.
Uma linguagem em todo igual à daqueles primos, cada vez mais crescidos!...
Para nós abrir a boca e falar é tão simples quanto respirar, desde que não estejamos afónicos, claro!
Mas para eles que ainda o estão a aprender não parece assim tão simples.
Ainda por cima, existe aquele desajuste temporal entre o perceber tudo, e por tudo entenda-se palavras - sejam elas de coisas, acções ou emoções - ou mesmo expressões que nos saem, mais depressa do que pensamos.
E esse desajuste é então colmatado pelos gestos
E nela, desde muito cedo que lhe apercebe-mos dessa vontade de comunicar pelos gestos e aquilo que parece tão diferente, para quem a observa todos os dias e a vê "criar" essa linguagem desde o momento zero, é tão claro como a água.
Por exemplo, sei perfeitamente que o gesto de levar os dedos, juntos numa determinada forma, à testa é diferente de levar um só dedo ou a mão em chapa ao mesmo sítio.
No primeiro ela refere-se a óculos e no segundo está apenas a dizer testa!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O pior da preguiça ou, no caso, doutras coisas a fazer, é que quando não se escreve numa base de regularidade torna-se mais difícil voltar.
É como o trabalho acumulado sob a forma de papeis, em monte - claro - em vez de reduzir a pilha só aumenta!
Tal como eu
Tenho posts em atraso e deixo-os ficar em draft na minha cabeça, que agora vou ver dela...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Para fazer com eles


No seguimento do post de ontem, encontrei algo que me lembro de sempre ter gostado - carimbos!
Lembro-me de me empoleirar em cima da cadeira para chegar ao topo do roupeiro dos meus avós, que era onde o meu avô guardava os carimbos e respectiva almofadinha.
A minha avó forrava esse mesmo topo com papel papel kraft e eu entretia-me a carimbá-lo às escondidas. Eu e o meu irmão, claro está!
Por isso, porque não tal fazer carimbos com eles?
Tal como aqui sugerido
Suponho que qualquer coisa dê para o efeito.
E quando isso tiver esgotado, podem-se sempre fazer carimbos com batatas!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Para fazer com eles

Nesta coisa de ser mãe e de querer o melhor para ela há ainda uma coisa que me causa alguma relutância
São as tintas!
Conseguir evitar que ponha a mão na boca antes que consiga emitir um "não", tem-me feito adiar tal experiência, pelo menos até agora.
Mas a chegada do sol, faz com que sentar-nos no chão da cozinha seja já possível e confesso que tenho alguma curiosidade para ver a reacção dela a tal novidade.
De modo que a internet como "amiga de partilhas" veio de algum modo apaziguar essa minha inquietude.
Foi onde descobri algumas receitas de tintas caseiras - ainda não experimentei e assim que o fizer virei dar o meu aval.

Algumas receitas que vi:

Com farinha

2 chávenas de farinha branca
2 chávenas de água fria
corante alimentar ou sumo de frutas e vegetais


Despeje a água em uma tigela grande. Comece adicionando a farinha aos poucos com a água, agitando. Continue adicionando a farinha e mexendo até que os ingredientes são completamente misturados. Separe porções de boiões de comida de bebê vazios ou outros recipientes e adicionar corante alimentício de cada para fazer cores diferentes.

Com amido de milho

3 copos de água
1 chávena de amido de milho
corante alimentício


Dissolver o amido de milho em uma tigela com um pouco de água. Levar a água restante para ferver numa panela de tamanho médio. Retire do fogo e adicione a mistura de amido de milho. volte a levar a panela ao fogo médio, mexendo constantemente. Ferva a mistura até que até que seja claro e espesso. Isso leva cerca de 1 minuto. Retire do fogo.
Enquanto a tinta está a arrefecer dividi-la em recipientes separados ou boiões de comida para bebé vazios e adicionar corante alimentício para fazer cores diferentes.

Com gelatina

1/4 de chávena de água quente
1/2 pacote de gelatina em pó
corante alimentar ou os ditos sumos


Despeje a água no recipiente, e cuidadosamente adicione a mistura de gelatina. Mexa bem até que a mistura é dissolvida.
Despeje em diversos recipientes e acrescente o corante ou sumo.
A intensidade das cores depende da quantidade de corante alimentício que você usa.

Para corantes naturais:
Vermelho - sumo de cereja ou de framboesa, (tomate também deve dar)
Azul - sumo de mirtilo
Laranja - cenoura (triturada no liquidificador)
Verde - couves (trituradas no liquidificador)

E já agora, pasta de moldar comestível...

Material
4 chávenas de farinha de trigo
1 chávena de sal
1 e 1/2 chávena de água
1 colher de sopa de óleo comestível
corante alimentício, gelatina em pó (fica com cor e com cheiro) ou anilina (a mesma utilizada em bolos)

Execução:
Numa vasilha, misture a farinha, o sal, o óleo e a água aos poucos.
Amasse bem com as mãos até obter uma massa homogênia.
Divida em várias partes e em cada uma coloque o corante desejado.
Está pronta a massinha!

Obs: Para conservar a massa, guarde-a em saco plástico ou vasilha bem tampada. Pode-se reduzir a receita na metade.