terça-feira, 11 de maio de 2010

(...)

Vou dizer isto baixinho, muito baixinho a ver se ninguém nos ouve, mas tenho de o dizer, porque às vezes o cor-de-rosa é bem sujinho e os sorrisos dão lugar a coisas não tão bonitas assim.

Detesto quando me zango com ela.
Detesto que seja, sequer, possível zangar-me com ela.
Detesto a minha incapacidade para lidar com certas fitas, principalmente sobre coisas que não há hipótese de serem negociadas e que se repetem diáriamente.
E detesto que ela saiba que está a fazer asneira, que o demonstre e mesmo assim continue, num esticar de corda que sei não poder tornar elástica.
E detesto ficar tão voltada do avesso que a adormeça sem lhe dizer que está tudo bem.

Agora vou ali beber um chá para limpar a alma e ver fotografias para que encha.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Da linguagem

Lembro-me de ficar espantada com as minhas primas e a capacidade de, todas elas, perceberem as suas pequenas crias, naqueles seus dialectos demasiado parecidos a guinchos e grunhidos e gestos feitos ao acaso.
Pensava eu, na altura, feitos ao acaso!
Hoje dou por mim fluente na linguagem da minha amostra de gente.
Uma linguagem em todo igual à daqueles primos, cada vez mais crescidos!...
Para nós abrir a boca e falar é tão simples quanto respirar, desde que não estejamos afónicos, claro!
Mas para eles que ainda o estão a aprender não parece assim tão simples.
Ainda por cima, existe aquele desajuste temporal entre o perceber tudo, e por tudo entenda-se palavras - sejam elas de coisas, acções ou emoções - ou mesmo expressões que nos saem, mais depressa do que pensamos.
E esse desajuste é então colmatado pelos gestos
E nela, desde muito cedo que lhe apercebe-mos dessa vontade de comunicar pelos gestos e aquilo que parece tão diferente, para quem a observa todos os dias e a vê "criar" essa linguagem desde o momento zero, é tão claro como a água.
Por exemplo, sei perfeitamente que o gesto de levar os dedos, juntos numa determinada forma, à testa é diferente de levar um só dedo ou a mão em chapa ao mesmo sítio.
No primeiro ela refere-se a óculos e no segundo está apenas a dizer testa!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O pior da preguiça ou, no caso, doutras coisas a fazer, é que quando não se escreve numa base de regularidade torna-se mais difícil voltar.
É como o trabalho acumulado sob a forma de papeis, em monte - claro - em vez de reduzir a pilha só aumenta!
Tal como eu
Tenho posts em atraso e deixo-os ficar em draft na minha cabeça, que agora vou ver dela...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Para fazer com eles


No seguimento do post de ontem, encontrei algo que me lembro de sempre ter gostado - carimbos!
Lembro-me de me empoleirar em cima da cadeira para chegar ao topo do roupeiro dos meus avós, que era onde o meu avô guardava os carimbos e respectiva almofadinha.
A minha avó forrava esse mesmo topo com papel papel kraft e eu entretia-me a carimbá-lo às escondidas. Eu e o meu irmão, claro está!
Por isso, porque não tal fazer carimbos com eles?
Tal como aqui sugerido
Suponho que qualquer coisa dê para o efeito.
E quando isso tiver esgotado, podem-se sempre fazer carimbos com batatas!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Para fazer com eles

Nesta coisa de ser mãe e de querer o melhor para ela há ainda uma coisa que me causa alguma relutância
São as tintas!
Conseguir evitar que ponha a mão na boca antes que consiga emitir um "não", tem-me feito adiar tal experiência, pelo menos até agora.
Mas a chegada do sol, faz com que sentar-nos no chão da cozinha seja já possível e confesso que tenho alguma curiosidade para ver a reacção dela a tal novidade.
De modo que a internet como "amiga de partilhas" veio de algum modo apaziguar essa minha inquietude.
Foi onde descobri algumas receitas de tintas caseiras - ainda não experimentei e assim que o fizer virei dar o meu aval.

Algumas receitas que vi:

Com farinha

2 chávenas de farinha branca
2 chávenas de água fria
corante alimentar ou sumo de frutas e vegetais


Despeje a água em uma tigela grande. Comece adicionando a farinha aos poucos com a água, agitando. Continue adicionando a farinha e mexendo até que os ingredientes são completamente misturados. Separe porções de boiões de comida de bebê vazios ou outros recipientes e adicionar corante alimentício de cada para fazer cores diferentes.

Com amido de milho

3 copos de água
1 chávena de amido de milho
corante alimentício


Dissolver o amido de milho em uma tigela com um pouco de água. Levar a água restante para ferver numa panela de tamanho médio. Retire do fogo e adicione a mistura de amido de milho. volte a levar a panela ao fogo médio, mexendo constantemente. Ferva a mistura até que até que seja claro e espesso. Isso leva cerca de 1 minuto. Retire do fogo.
Enquanto a tinta está a arrefecer dividi-la em recipientes separados ou boiões de comida para bebé vazios e adicionar corante alimentício para fazer cores diferentes.

Com gelatina

1/4 de chávena de água quente
1/2 pacote de gelatina em pó
corante alimentar ou os ditos sumos


Despeje a água no recipiente, e cuidadosamente adicione a mistura de gelatina. Mexa bem até que a mistura é dissolvida.
Despeje em diversos recipientes e acrescente o corante ou sumo.
A intensidade das cores depende da quantidade de corante alimentício que você usa.

Para corantes naturais:
Vermelho - sumo de cereja ou de framboesa, (tomate também deve dar)
Azul - sumo de mirtilo
Laranja - cenoura (triturada no liquidificador)
Verde - couves (trituradas no liquidificador)

E já agora, pasta de moldar comestível...

Material
4 chávenas de farinha de trigo
1 chávena de sal
1 e 1/2 chávena de água
1 colher de sopa de óleo comestível
corante alimentício, gelatina em pó (fica com cor e com cheiro) ou anilina (a mesma utilizada em bolos)

Execução:
Numa vasilha, misture a farinha, o sal, o óleo e a água aos poucos.
Amasse bem com as mãos até obter uma massa homogênia.
Divida em várias partes e em cada uma coloque o corante desejado.
Está pronta a massinha!

Obs: Para conservar a massa, guarde-a em saco plástico ou vasilha bem tampada. Pode-se reduzir a receita na metade.

De quando o Google me avisa de algo


Hoje é o Dia da Terra.
É verdade que há dias de tudo e mais alguma coisa, mas aproveitar o dia para pensar em algo tão importante como a nossa casa, acho que merece destaque.
Se, do ponto de vista mais egoísta, até há pouco tempo atrás só tinha de me preocupar que a Terra cá andasse até eu ser velhinha, agora tenho que garantir que continua saudável para a minha filha e o futuro dela e é triste saber que essa não é a preocupação de toda a gente, principalmente daqueles que mais mandam...
Mas vamos acreditar que o mínimo que cada um está disposto a fazer vá, de algum modo, ajudar e contribuir para cuidar desta casa que é de todos, deste ser que nos aceita e nos abriga.
Porque ninguém pica paredes de sua casa e as suja e estraga deliberadamente...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

# 7



Este bonequinho estava em atraso e não devia!...

Esta borboleta, carregadinha de borboletas, foi feita a pedido de uma mamã amiga, para ser oferecida a uma bebé menina que também me é muito querida.
Foi uma bebé lutadora desde o seu inicio, quando era pouco mais que do tamanho de um feijão, e desde que nasceu que se tem visto obrigada a continuar essa saga.
Mas isso também fez dela uma menina obstinada, teimosa, cheia de garra e quando tudo isso é acompanhado de uma carinha laroca e de um grande charme só nos pode arrancar sorrisos.
Que o seu coração seja sempre grande como o desta amiguinha e nunca lhe faltem abraços, como os que esta borboleta com braços foi ensinada a dar
Que sejas sempre feliz, pequena B.