segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O livro que quase comprei

Ou o livro que quase me fez passar uma vergonha na fnac!


Tem umas ilustrações tão doces quanto o imaginário. Cheias de ternura como este colo
E o texto tocou-me tanto que me deixou de olhos trémulos e, naquele momento, agradeci o facto de pai e filha andarem noutra secção, ou duvido que a minha capacidade de controlar a lágrima tivesse vencido.

Bem sei que ainda não é para a idade da I, daí ainda não ter pressa.
Mas pergunto-me se quando um dia lho ler também chorarei e que lhe poderei responder...
Talvez lhe diga que a Lua, mesmo assim, não é longe suficiente e que eu gosto dela muito para além da Lua... e de volta até à Terra!

Para quem quiser ler, clique aqui
Ilustrações de Anita Jeram, retirada da net

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A I andou!....

...mas ainda não caminha!

Com calma logo lá vai.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Porque as coisas também afectam os pequeninos

Ontem o meu vizinho da frente, nos seus 5 anitos estava a falar comigo e com a I quando me disse que tinha uma coisa para me contar, mas que tinha de ser em segredo
Lá me baixei para lhe ouvir o segredo e ele diz:
Sabes... aconteceu uma coisa muito má. Morreram muitas pessoas e bebés e caíram as casas todas.
O pai lá foi dizendo, o que me pareceu ser a resposta de todas as horas, que aquilo tinha sido num pais muito longe e que muitas pessoas ficaram bem e que ele não tinha de se preocupar
Mas eles também se preocupam.

Não somos nada perante o poder daquilo que nos escapa e a Natureza é capaz de demasiado...

Só consigo olhar para a minha filha e desejar que nunca tenha de passar por tais provocações, nem ela nem nós.
Sim, porque se até aqui tudo me tocava agora a intensidade com que isso me afecta é bastante superior. E não consigo deixar de ter medo de algum dia lhe faltar ou dela vir a ter algum problema.
E este ocasional toque na consciência de que somos tão pouco é de uma imensidão tremenda.
Ninguém deveria passar por tal...

Haiti, terça-feira, 12 de Janeiro de 2010, magnitude de 7.

Foto de Eduardo Munoz, Reuters

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Momentos de quietude

Ela dorme e eu vou trabalhando...
Claro que já bebi uma caneca de chá, comi uma saqueta de bolachas de chocolate e pequei mais ainda com um chocolate mesmo!
Hoje não, mas assim que quiser enfiar-me nas calças de ganga que já quase me servem mas ainda não me consigo sentar com elas, vou maldizer estes pequenos-grandes pecados aos quais não há forma de lhes dizer que não!
O mais engraçado é que se aproxima a hora em que vai acordar e nem sei o que sinto cada vez que o intercomunicador dispara, se um arre que ainda não está na hora, se um mas será que está tudo bem?
Esta dicotomia entre extremosa mãe e o egoismo que há em mim, às vezes, dá comigo em doida!

Já agora uma duvida(zita): como é possível desenhar com o rato? São mais as linhas que apago que as que ficam. ARRRR!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Para registo

Ontem às 10:30 nevava enquanto tomávamos o pequeno almoço.
E sim, estávamos na nossa casa, bem pertinho da praia!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Já tinha saudades disto...


Tenho sol na minha sala!...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

31 de Dezembro

Escrevo enquanto os dois dormem. são 10 para as 7 e pelas janelas abertas da sala vejo uma noite escura e luzes no prédio da frente
Há uma árvore que pisca e o reflexo da nossa no vidro. Pergunto-me se os vizinhos a vêem...
Dormem os dois e eu deixo-me estar na quietude da casa, interrompida apenas pelo vento.
Ouço-o por todas as frinchas da casa. A da porta da lavandaria, a chaminé da lareira que não usamos e pelos respiradouros das casas-de-banho e do +1.
Eles dormem e apesar de os gostar de ver dormir, invejo-os...
Passei 1 hora a lavar ostras, com o cheiro a bolo mármore acabado de fazer. Vão ser a entrada do nosso jantar - receita da minha avó paterna, e algo que nunca comi feito por ela!
O mais engraçado é que a minha mãe sempre gabou os seus dotes culinários e eu sempre tive uma sensação contrária a isso mesmo. Acho que os melhores pratos de que recordo são as almôndegas e os bolos da serra, claro!
Talvez a minha memória já só exista a partir de uma fase em que ela já se teria cansado de cozinha
a bem dizer, foi mãe de oito, e cada um com mais manias que o outro....
Os meus sogros trarão o prato e a sobremesa já repousa no frigorífico desde ontem
Gosto destes momentos só meus, com eles assim por perto e bem e custa-me saber que os terei de acordar (já o devia ter feito) pois os pais dele devem chegar daqui a 1 hora com o jantar pronto a comer e eu ainda nem abri as ostras, quanto mais cozinha-las...
Este foi sem dúvida um grande ano
Pode o dinheiro não ter sido o que gostaríamos que fosse, o P pode não ter ganho a sua consola, mas temos as contas pagas e temos saúde. A I só há bem puco tempo atrás precisou do seu primeiro ben-u-ron
Passo os meus dias com ela e não lhe perco nada. Nenhuma graça, nenhum sorriso e até os tabefes e arranhadelas que sabe tão bem dar!
Foi o sei primeiro ano, descobri que gosto de fazer bonecos e com eles surpreender e acarinhar outros e estou feliz.

Tudo de bom para o novo ano!