quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

31 de Dezembro

Escrevo enquanto os dois dormem. são 10 para as 7 e pelas janelas abertas da sala vejo uma noite escura e luzes no prédio da frente
Há uma árvore que pisca e o reflexo da nossa no vidro. Pergunto-me se os vizinhos a vêem...
Dormem os dois e eu deixo-me estar na quietude da casa, interrompida apenas pelo vento.
Ouço-o por todas as frinchas da casa. A da porta da lavandaria, a chaminé da lareira que não usamos e pelos respiradouros das casas-de-banho e do +1.
Eles dormem e apesar de os gostar de ver dormir, invejo-os...
Passei 1 hora a lavar ostras, com o cheiro a bolo mármore acabado de fazer. Vão ser a entrada do nosso jantar - receita da minha avó paterna, e algo que nunca comi feito por ela!
O mais engraçado é que a minha mãe sempre gabou os seus dotes culinários e eu sempre tive uma sensação contrária a isso mesmo. Acho que os melhores pratos de que recordo são as almôndegas e os bolos da serra, claro!
Talvez a minha memória já só exista a partir de uma fase em que ela já se teria cansado de cozinha
a bem dizer, foi mãe de oito, e cada um com mais manias que o outro....
Os meus sogros trarão o prato e a sobremesa já repousa no frigorífico desde ontem
Gosto destes momentos só meus, com eles assim por perto e bem e custa-me saber que os terei de acordar (já o devia ter feito) pois os pais dele devem chegar daqui a 1 hora com o jantar pronto a comer e eu ainda nem abri as ostras, quanto mais cozinha-las...
Este foi sem dúvida um grande ano
Pode o dinheiro não ter sido o que gostaríamos que fosse, o P pode não ter ganho a sua consola, mas temos as contas pagas e temos saúde. A I só há bem puco tempo atrás precisou do seu primeiro ben-u-ron
Passo os meus dias com ela e não lhe perco nada. Nenhuma graça, nenhum sorriso e até os tabefes e arranhadelas que sabe tão bem dar!
Foi o sei primeiro ano, descobri que gosto de fazer bonecos e com eles surpreender e acarinhar outros e estou feliz.

Tudo de bom para o novo ano!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

***

Com a minha assaltante de armários, desejo...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

#3




Foi a segunda encomenda e o primeiro grande voto de confiança, mas só agora chegou ao seu destino.
Sei que vai ficar guardada à espera de um sapatinho pequenino. Tão pequenino como o da I.
Tem um coração enorme, cheio de carinho para dar e dois braços fofinho que sabem abraçar.
Que o sorriso grande contagie a MJ o suficiente para que cresça feliz!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

sussurro

Há algo que lamento na maternidade
E não vou falar de fraldas, birras, comidas especiais e noites em claro...
Lamento todas as fotos que não tirei, principalmente aquelas em que a I me presenteia com o seu (para já esquivo) carinho, ou aquelas em que a luz está tão perfeita e ela com um sorriso tão lindo, que em vez de correr para a máquina me deixo ficar a olhar, como que a namora-la, a admirar o melhor de mim que já fiz!

#4

Este foi surpresa e não o mostrei antes porque só agora foi recebido.
Nasceu propositadamente para mimar um menino chamado Luís, que completou dia 10 o seu primeiro mês.
Foi bom saber que gostaram. Sorrio!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

busy days

A inactividade deveu-se a excesso de trabalho.
Tive umas encomendas para acabar e uma filha que decidiu "brincar" com o sono dela e dos pais, de modo que houve manhãs que em vez de fazer o que tinha destinado, dormia e assim tudo foi ficando para o dia seguinte...
Num desses entretantos recebemos o convite para um chá com amigos, em casa de uma quase mamã, e como não ia chegar de mãos a abanar que melhor para oferecer do que algo feito com muito carinho?
Assim nasceu o #5, que o mais tardar para a semana conhecerá a sua dona, a Marta, que contamos que nasça bem a tempo do Natal!




quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

De nós

Apercebo-me que de um blog criado quando de uma gravidez, este tem muito pouco de nós
Quer dela, como de mim...
Talvez porque quando tenho algo para falar dela prefiro guarda-lo em mim, como se de um tesouro se tratasse, tal é o medo que desapareça.
A velocidade vertiginosa a que cresce faz-me teme-lo...
Tenho a maior das sortes por aos 15 meses dela estar aqui, sentada numa cadeira da minha sala e ela estar atrás de mim, agarrada ao saco em que levamos brinquedos na viagem de fim-de-semana, prestes a ir fazer a sesta.
Sem pensar em acordar cedo nem creches.
Somos o mundo uma da outra e ela não conhece outra realidade que não a da exclusividade e a nossa casa é o seu território preferido.
E a nossa casa é cada vez mais a casa dela...
Nos móveis baixos já nada resiste e o que a ela resiste passa mais tempo no chão que no sítio, mas somos felizes assim.
Sou cada vez menos a pessoa que era e não tenho saudades dela. Talvez devesse ter algumas...
Pelo que às vezes me dizem, fico a pensar que tal seria até saudável, mas não tenho e cada vez tenho menos vontade de me deixar influenciar pelas opiniões dos outros.
Mesmo quando os outros são pessoas de quem gosto...
Mas é que eu sou eu e sou a mãe dela e já não sou quem era e isso não faz mal!
Talvez quem gosta de mim ainda tenha demasiado presente a pessoa que era e ainda não conheça tão bem esta nova que em mim habita
Eu não deixei de ser quem era, não totalmente, passei é a ser completamente diferente em mais que muitas coisas
E ela?...
Bem ela é a melhor parte de mim e somos felizes!
E se temos esta sorte toda devemo-lo ao melhor pai do mundo.