Apercebo-me que de um blog criado quando de uma gravidez, este tem muito pouco de nós
Quer dela, como de mim...
Talvez porque quando tenho algo para falar dela prefiro guarda-lo em mim, como se de um tesouro se tratasse, tal é o medo que desapareça.
A velocidade vertiginosa a que cresce faz-me teme-lo...
Tenho a maior das sortes por aos 15 meses dela estar aqui, sentada numa cadeira da minha sala e ela estar atrás de mim, agarrada ao saco em que levamos brinquedos na viagem de fim-de-semana, prestes a ir fazer a sesta.
Sem pensar em acordar cedo nem creches.
Somos o mundo uma da outra e ela não conhece outra realidade que não a da exclusividade e a nossa casa é o seu território preferido.
E a nossa casa é cada vez mais a casa dela...
Nos móveis baixos já nada resiste e o que a ela resiste passa mais tempo no chão que no sítio, mas somos felizes assim.
Sou cada vez menos a pessoa que era e não tenho saudades dela. Talvez devesse ter algumas...
Pelo que às vezes me dizem, fico a pensar que tal seria até saudável, mas não tenho e cada vez tenho menos vontade de me deixar influenciar pelas opiniões dos outros.
Mesmo quando os outros são pessoas de quem gosto...
Mas é que eu sou eu e sou a mãe dela e já não sou quem era e isso não faz mal!
Talvez quem gosta de mim ainda tenha demasiado presente a pessoa que era e ainda não conheça tão bem esta nova que em mim habita
Eu não deixei de ser quem era, não totalmente, passei é a ser completamente diferente em mais que muitas coisas
E ela?...
Bem ela é a melhor parte de mim e somos felizes!
E se temos esta sorte toda devemo-lo ao melhor pai do mundo.